Internet: motores de busca protegem privacidade
Recomenda-se a leitura do artigo de Pedro Fonseca, publicado hoje no Diário de Notícias, sobre a modificação das regras de armazenamento de dados pessoais por parte dos motores de busca. Aqui fica um excerto que mostra bem o interesse desta matéria:
A Ask.com foi o serviço mais radical e vai deixar aos utilizadores a escolha de quanto tempo os dados pesquisados podem ficar registados. Através do programa AskEraser, quando estiver disponível no final do ano, o utilizador escolhe se quer eliminar de imediato os dados pesquisados ou se deixa a empresa registá-los durante um prazo máximo de 18 meses.
A Microsoft também anunciou que vai limitar a 18 meses as pesquisas efectuadas no serviço Live Search, excepto se os utilizadores comunicarem que pretendem esse espaço de tempo alargado.
Na prática, o que as empresas fazem é tornar anónimas essas pesquisas, removendo a associação de informação sobre o computador pessoal (o endereço de IP, que identifica o computador ou equipamento usado) ou identificadores únicos do utilizador e os termos procurados.
A Ask.com e a Microsoft emitiram mesmo um comunicado conjunto incitando outras empresas a imitá-las e a criar um conjunto de princípios sobre a privacidade dos utilizadores que possa ser adaptado a nível global.
O Google já em Junho tinha acedido a diminuir o prazo de arquivamento desse tipo de registos de dois anos para 18 meses, alegando que só assim poderia cumprir as regras europeias para a retenção de dados pessoais. A empresa está sob forte vigilância desde que anunciou a provável aquisição da Double Click, um gigante da publicidade online, que só deverá ser aceite pelas autoridades norte-americanas após a Google aceitar eliminar os registos de sites visitados pelos utilizadores. A Microsoft só este mês viu aprovada a sua aquisição da Quantive, concorrente da DoubleClick, anunciada em Maio.

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