publicado em
10 Janeiro 2008 às 11:20

por Alice Gomes

etiquetas
textos

 

Partilhar
Facebook Facebook
Twitter Twitter
delicious Delicious
domelhor DoMelhor

 

Assinar publicação
delicious feed RSS
email diário

 

Videovigilância/Privacidade

Segundo a revista “Visão” desta semana, as organizações Electronic Privacy Information Center (EUA) e Privacy International (Reino Unido) publicaram a classificação anual dos países mais vigiados do mundo e concluíram que, em 2007, o problema da invasão da privacidade piorou, em termos globais. O índice pondera o grau de vigilância atingido em cada país com os mecanismos de salvaguarda que implementa (ou não) para protecção da privacidade.
Segundo o mesmo estudo verificou-se, de um modo geral, um aumento dos sistemas de vigilância e de identificação, bem como da tendência para o arquivamento dos dados.
O que se passa a nível mundial, e Portugal não é excepção, é o crescer da insegurança, do medo do próximo, do medo sabe-se lá de quê.
Está-se a incutir nas pessoas que se tiverem uma câmara a vigiar tudo e todos a segurança é total, com mais câmaras viveremos num mundo perfeito.
No entanto, nada é mais errado. Não é por estarmos mais vigiados que estamos mais seguros. Além de termos a nossa privacidade invadida muitas vezes sem qualquer regra, a. maior parte das vezes, não fazemos a menor ideia para onde foram os dados recolhidos, e quanto tempo serão conservados.
Vivemos numa segurança artificial, em que os benefícios da captação de imagens em todos os espaços que frequentamos, centros comerciais, transportes, jardins, condomínios, poderão ser mínimos tendo em conta que a nossa privacidade fica reduzida às quatro paredes da nossa casa.
Perde-se a espontaneidade, e atrevo-me a dizer que se perde parte da alegria que se podia encontra ao desfrutar um simples passeio.
Pessoalmente não gosto desta sociedade vigiada.


Veja os últimos textos publicados