publicou em 8/11/2007 18:51

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Declínio demográfico na UE: uma sociedade em extinção?

O historiador inglês Arnold J. Toynbee defendia que “as civilizações morrem de suicídio, não de assassinato”. Há 100 anos, a população da Europa representava 15% da população mundial. Em 2050 esta percentagem deverá estar reduzida a um terço e o declínio demográfico europeu contrasta com o rápido aumento demográfico dos países em desenvolvimento, responsáveis por 95% do crescimento populacional global. Hoje, a Europa é cenário desta nova preocupação: o défice demográfico. Será o declínio demográfico europeu uma realidade inevitável? Para o PE, esta será uma questão fundamental nos próximos anos.

Na União Europeia cada mulher tem, em média, 1,52 filhos, um número inferior aos 2,1 filhos necessários para manter a população no mesmo nível, o que tem efeitos negativos no crescimento populacional. A diminuição da taxa de fertilidade verificada nas últimas décadas seguiu-se ao chamado “baby boom” do pós-Guerra. Como resultado, a proporção de pessoas idosas financeiramente dependentes de uma pequena percentagem de população activa aumentará substancialmente. As alterações demográficas ameaçam o dinamismo económico, a criatividade e a inovação e poderão provocar uma quebra no potencial crescimento do PIB europeu de cerca de 1,2% entre 2031 e 2050. A perda de competitividade e a quebra no crescimento serão ainda mais significativas quando comparadas com as regiões do mundo onde se regista um aumento da população, como é, por exemplo, o caso da China.

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