Missões de observação eleitoral da UE
No relatório sobre as missões de observação eleitoral da UE, aprovado em plenário por 605 votos a favor, 11 contra e 16 abstenções, o Parlamento Europeu condena os exemplos de práticas do passado consistentes na adopção de uma atitude de impassividade em relação a países cujo processo eleitoral tenha sido objecto de críticas severas por parte das missões de observação eleitoral.
O documento lamenta que as eleições democráticas nem sempre sejam legitimadas pela União Europeia e crê que “estas incoerências minam o frágil conceito de democracia nestes países, bem como a imagem da UE“, sublinhando que “um seguimento eficiente e orientado para os resultados das missões de observação eleitoral da UE continua a ser o desafio principal ao qual há que fazer face” e que se deveria distinguir entre seguimento técnico e seguimento político, no qual todas as instituições e todos os Estados-Membros deveriam estar envolvidos.
A UE continua a carecer de uma estratégia comum e global de promoção da democracia, pelo que é desejável, no entender do PE, que todas as instituições e todos os Estados-Membros promovam a adopção de tal estratégia, com vista à consagração de um “Consenso Europeu para a Democracia”.
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