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18 Março 2008 às 18:15

por Ana Roque

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UE

 

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Modelo Social Europeu: a receita da UE

A UE não significa apenas preocupação com a defesa da concorrência, a fluidez do mercado interno e a estabilidade dos preços. Significa também direitos sociais, que podem e devem ser melhorados pela Estratégia de Lisboa, destinada a reforçar a competitividade e a criar melhores empregos. As políticas sociais  são da responsabilidade dos países da UE. Porém, o PE tem apelado a uma política de inclusão social e de responsabilidade. Assim, o modelo social europeu constitui uma referência para os sistemas sociais nacionais. A Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais do Parlamento Europeu defende uma “Europa mais social”, com uma melhor coesão social e mais e melhores empregos. Ao aprovar o seu mais recente relatório sobre protecção e inclusão social, o Parlamento apelou à fixação de objectivos ambiciosos para reduzir a pobreza, tal como sucedeu no Conselho Europeu da Primavera 2008.

Todos os 27 países afirmaram o seu compromisso relativamente aos mesmos valores e objectivos-chave, baseados em direitos fundamentais para todos. Os Tratados da UE obrigam os Estados-Membros a tentar assegurar um nível elevado de protecção social, a igualdade entre homens e mulheres, a melhoria dos níveis de vida e a luta contra a exclusão social, entre outros objectivos. A Carta Social Europeia, redigida em 1961, revista em 1996 e ratificada por 47 países, não faz parte do Tratado Reformador da UE, mas inspirou a Carta dos Direitos Fundamentais, que terá força de lei quando o Tratado Reformador entrar em vigor.

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