PE reforça importância de acabar com assédio no local de trabalho
Durante a audição pública realizada este mês pela comissão parlamentar dos Direitos da Mulher e da Igualdade dos Géneros, John Hurley, da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound) apresentou um estudo realizado com dados obtidos em 2005 junto de cerca de 30.000 trabalhadores de 31 países europeus, incluindo os 27 Estados-Membros da UE. Contudo, própria definição de assédio não é unânime; com cinco milhões de casos de assédio registados por ano, um em cada dez trabalhadores europeus afirma ter sido alvo de violência, assédio psicológico e/ou sexual no local de trabalho. O grupo mais afectado é o das jovens do sexo feminino com contratos temporários, mas os jovens do sexo masculino e os trabalhadores mais velhos também fazem parte deste fenómeno. Mais de 6% das mulheres trabalhadoras e 4,5% dos homens trabalhadores foram alvo de assédio em 2005. A percentagem mais elevada por país foi registada na Finlândia, tanto por mulheres (23%), como por homens (15%). A Espanha e a Bulgária registam os valores menos elevados (menos de 2,5%, tanto para homens como para mulheres). Por outro lado, a Grécia e a Letónia são os únicos países da UE a 27 que registam mais casos de assédio em relação aos homens do que às mulheres, enquanto Malta e a Eslováquia registam valores idênticos para ambos os sexos. A percentagem de “atenção sexual indesejada” relatada pelas mulheres, maioritariamente entre os 15 e os 29 anos de idade, é de quase 3%. Relativamente aos homens, esta percentagem é de cerca de 1%, sem diferenças substanciais entre idades. De referir que os sectores onde se registam mais casos de assédio são a educação, a saúde, a administração pública, hotelaria, restauração, transportes e comunicações.

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