publicado em
11 Outubro 2008 às 9:39

por Ana Roque

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Política social em debate no PE

O Parlamento Europeu solicitou esta semana ao Conselho que aprove uma meta da UE para os salários mínimos e o respectivo calendário - o valor desta remuneração deverá ser pelo menos 60% do salário médio (nacional, sectorial, etc.). O PE pretende ainda que o Conselho que um compromisso de âmbito europeu para pôr fim ao fenómeno dos sem-abrigo até 2015.

O relatório sobre a promoção da inclusão social e o combate à pobreza, aprovado em plenário por 540 votos a favor, 57 contra e 32 abstenções, indica que há 20 milhões de pessoas na UE (6% da população total) que são trabalhadores pobres, e que 36% da população activa está em risco de integrar a categoria de trabalhadores pobres. A aprovação de legislação sobre salários mínimos é vista “como elemento integral da inclusão activa”.

De acordo com aquele documento, “uma parte importante da população da União Europeia continua a viver em situação de exclusão social“, dado que

  • 1 em 5 pessoas vive em habitações degradadas;
  • cerca de 1,8 milhões de pessoas são acolhidas por dia em centros especializados para os sem-abrigo;
  • 10% vivem em agregados familiares desempregados,
  • o desemprego de longa duração aproxima-se dos 4%;
  • 15%  (31 milhões de trabalhadores) auferem ordenados extremamente baixos;
  • 8% (17 milhões de trabalhadores) encontram-se em situação de pobreza monetária apesar de terem um emprego;
  • a proporção de jovens que abandona o ensino precocemente ultrapassa os 15% ;
  • a fractura digital se mantém (44% da população da UE não sabe utilizar a Internet nem um computador).

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