Política social em debate no PE
O Parlamento Europeu solicitou esta semana ao Conselho que aprove uma meta da UE para os salários mínimos e o respectivo calendário - o valor desta remuneração deverá ser pelo menos 60% do salário médio (nacional, sectorial, etc.). O PE pretende ainda que o Conselho que um compromisso de âmbito europeu para pôr fim ao fenómeno dos sem-abrigo até 2015.
O relatório sobre a promoção da inclusão social e o combate à pobreza, aprovado em plenário por 540 votos a favor, 57 contra e 32 abstenções, indica que há 20 milhões de pessoas na UE (6% da população total) que são trabalhadores pobres, e que 36% da população activa está em risco de integrar a categoria de trabalhadores pobres. A aprovação de legislação sobre salários mínimos é vista “como elemento integral da inclusão activa”.
De acordo com aquele documento, “uma parte importante da população da União Europeia continua a viver em situação de exclusão social“, dado que
- 1 em 5 pessoas vive em habitações degradadas;
- cerca de 1,8 milhões de pessoas são acolhidas por dia em centros especializados para os sem-abrigo;
- 10% vivem em agregados familiares desempregados,
- o desemprego de longa duração aproxima-se dos 4%;
- 15% (31 milhões de trabalhadores) auferem ordenados extremamente baixos;
- 8% (17 milhões de trabalhadores) encontram-se em situação de pobreza monetária apesar de terem um emprego;
- a proporção de jovens que abandona o ensino precocemente ultrapassa os 15% ;
- a fractura digital se mantém (44% da população da UE não sabe utilizar a Internet nem um computador).


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