Segurança no trabalho: UE aposta na prevenção dos riscos
Em cada três minutos e meio, um cidadão europeu morre vítima de uma doença ou de um acidente ligado ao trabalho. Embora as ausências por doença, os acidentes e as despesas com os seguros sejam um encargo a pesar sobre os empregadores, não há nada que pague o sofrimento ou a perda de uma pessoa. E estes custos não são só elevados para os trabalhadores e as respectivas famílias: há ainda que ter em conta os custos em matéria de cuidados de saúde suportados pelos sistemas de segurança social.
Na sequência da publicação de recentes estatísticas, a UE lançou uma campanha a nível europeu destinada a promover locais de trabalho mais saudáveis. Segundo a Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho (OSHA), a prevenção dos riscos é essencial.
Os empregadores têm a responsabilidade moral e jurídica de proteger os trabalhadores. A campanha, que deverá durar dois anos, informa os trabalhadores, as empresas e organizações sobre como reconhecer os perigos. Visa, em especial, estimular as PME a proceder à sua própria avaliação interna dos riscos e a elaborar planos de prevenção, incidindo em sectores de alto risco como a construção, os cuidados de saúde e a agricultura. É igualmente importante reconhecer quem corre os maiores riscos no local de trabalho, por exemplo, as mulheres grávidas e as pessoas com deficiência ou problemas de saúde.
Os conselhos dados pela OSHA são claros: evitar situações de risco, substituir métodos e materiais perigosos por outros mais seguros, acompanhar as melhorias técnicas, formar e informar o pessoal e adoptar uma boa política de prevenção. As empresas devem compreender que só têm a ganhar se investirem em locais de trabalho mais seguros: os trabalhadores saudáveis e motivados são mais produtivos, o que, por sua vez, estimula a competitividade das empresas europeias.


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