Superterça-feira: a Europa observa as eleições nos EUA
Hoje, dia 5 de Fevereiro, 24 estados norte-americanos realizam eleições primárias ou convenções partidárias para a selecção dos delegados que, mais tarde, irão nomear os dois candidatos presidenciais, um republicano e outro democrata. As eleições federais norte-americanas são diferentes das eleições na UE em diversos pontos. Entre as principais diferenças destaca-se o sistema bipartidário norte-americano (Republicanos e Democratas), a utilização de primárias ou de convenções partidárias e os montantes extremamente elevados que são aplicados no financiamento das campanhas.
Algumas diferenças em números
* Parlamento Europeu: Uma Câmara, 785 eurodeputados
* Congresso dos EUA: Duas Câmaras (Senado – 100 e Câmara dos Representantes – 435)
* Parlamento Europeu: 23 comissões e subcomissões parlamentares
* Congresso dos EUA: cerca de 200 comissões e subcomissões parlamentares
* Parlamento Europeu: 8 Grupos Políticos
* Congresso dos EUA: 2 grandes Partidos Políticos
* Parlamento Europeu: 23 línguas de trabalho
* Congresso dos EUA: 1 língua de trabalho
* Parlamento Europeu: aproximadamente 5 assistentes por eurodeputado
* Congresso dos EUA: 18 assistentes a tempo inteiro e 4 assistentes a tempo parcial. O senador de um Estado grande pode ter 100 assistentes
* Parlamento Europeu: 30,3% de mulheres
* Congresso dos EUA: 16% de mulheres
Esta lista não é exaustiva e existem outras diferenças entre o Parlamento Europeu e o Congresso dos EUA que se traduzem em formas de funcionamento bastante diferentes. Mas também existem algumas semelhanças: são ambos órgãos legislativos, o processo legislativo é idêntico (proposta, comissões, votação em plenário) e os deputados têm objectivos semelhantes: satisfação dos eleitores e posterior reeleição.
Para o presidente da delegação do PE para as relações com os EUA, Jonathan Evans (PPE-DE), “os aspectos positivos consistem no forte impacto que a personalidade e a reputação dos candidatos têm, mais do que os próprios partidos políticos. Isto encoraja os políticos dos EUA a assumirem compromissos com os eleitores de uma forma muito mais eficaz do que a maior parte dos membros do Parlamento Europeu. No entanto, o dinheiro de que os candidatos dispõem constitui uma vantagem massiva e injusta”.
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