publicou em 1/12/2008 12:03

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UE: o futuro dos sistemas de segurança social e das pensões

Numa resolução aprovada no passado dia 20 de Novembro, o Parlamento Europeu concluiu que, face ao envelhecimento da população europeia e aos custos acrescidos com cuidados de saúde, será necessário proceder à reforma dos sistemas de segurança social e das pensões. Trabalhar para além da idade da reforma e aumentar a força de trabalho europeia são algumas das possibilidades para fazer face a este problema.

De acordo com as estimativas disponíveis, a idade média da população da União Europeia, que se situa actualmente nos 39 anos, aumentará para 49 anos em 2050.

Por outro lado, refere o texto aprovado pelo plenário, existem actualmente 4 trabalhadores no activo para cada cidadão com mais de 65 anos e as estimativas indicam que, em 2030, esta proporção passará a ser de 2 trabalhadores no activo para cada 2 pessoas com mais de 65 anos. Esta nova realidade terá como consequência um aumento de 2% em despesas com cuidados de saúde até 2050.

De acordo com um estudo da Comissão Europeia, realizado em 2007, a UE necessitará de cerca de 56 milhões de imigrantes até 2050; no entanto, um inquérito recentemente efectuado pelo Eurobarómetro constata que apenas 4 em cada 10 europeus sentem que os imigrantes contribuem para o desenvolvimento dos seus países.

Face à nova realidade demográfica europeia, que se traduz num aumento dos pedidos de pensão de reforma e na necessidade de prestar mais cuidados de saúde aos idosos, os trabalhadores no activo terão de pagar mais impostos.

Entre as medidas previstas incluem-se o aumento da força de trabalho europeia, a prolongação da vida activa para além da idade da reforma, a formação profissional dos estudantes como forma de os inserir no mercado de trabalho, a luta contra todos os tipos de discriminação no mercado de trabalho e o recurso a esquemas “complementares” de pensões.

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